Seu Regi e As Ganhadeiras de Itapuã
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Seu Regi de Itapuã no antigo Rumo do Vento
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Seu Regi de Itapuã no I Mercado Cultural de Itapuã
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Seu Regi de Itapuã no antigo Rumo do Vento
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Seu Regi e As Ganhadeiras de Itapuã
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Seu Regi e a banda das Ganhadeiras de Itapuã
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Seu Regi de Itapuã e Pedrão Abib
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Amadeu Alves e Seu Regi de Itapuã
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Seu Regi de Itapuã no antigo Rumo do Vento
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O samba da Bahia tem um de seus grandes expoentes no popular bairro de Itapuã: Reginaldo Souza, o Seu Regi. Quando menino, ainda vivendo em São Caetano, no Subúrbio Rodoviário de Salvador, bebeu na fonte dos chamados "sambistas de bossa", como Moreira da Silva, Jorge Veiga, Germano Mathias e Roberto Silva, para desenvolver sua verve criativa, lapidada ao longo das últimas décadas com a influência de sonoridades da Boa Terra - desde 1976, vive no bairro que lhe empresta o nome, sendo uma figura aglutinadora e reconhecida como mestre griô pela comunidade itapuanzeira.

Compositor de mão cheia, passeia com naturalidade por um amplo e diverso panorama musical enraizado no cancioneiro popular do Brasil, além de ser o melhor intérprete de sua obra. Seu Regi se diz satisfeito em ter o reconhecimento da gente de seu bairro, suas músicas, porém, há muito, romperam as fronteiras de Itapuã: o compositor soteropolitano já foi gravado por nomes como Adriana Moreira, Juliana Ribeiro, Grupo Botequim, As Ganhadeiras de Itapuã, Margareth Menezes, Clécia Queiroz, Pedrão Abib, Viola de Doze, Zé da Guiomar, Tânia de Jade e Grupo Barlavento.

Com As Ganhadeiras de Itapuã, além de ter músicas gravadas de sua autoria, fez participações especiais no CD e no DVD de 15 anos do grupo e em diversas apresentações, mantendo com elas uma forte relação de amizade e companheirismo - Seu Regi ainda tem composições assinadas em parceria com Amadeu Alves, diretor musical do conjunto.

O compositor também comanda uma roda de samba mensal em Itapuã, no Espaço Cultural Rumo do Vento. O tradicional encontro de sambistas do bairro acontece no local desde 1983, tendo ocorrido uma breve interrupção entre o início de 2016 e março de 2018. Na ocasião, o bar foi demolido, sendo reconstruído em seguida devido a uma grande mobilização da comunidade itapuanzeira. Desde então - e por esse motivo -, as rodas de samba mensais ali são chamadas de "Samba da Resistência".

Em 2018, ​gravou quatro sambas de sua autoria no álbum "Bahia dá Samba", produção fonográfica que também apresentou composições de outros dois grandes nomes do samba baiano, Guiga de Ogum e Walmir Lima. Em abril de 2021, Seu Regi de Itapuã apresentou, ao lado de Amadeu Alves, a live “Histórias e (en)cantos de Itapuã”, no canal do YouTube do É Samba da Bahia! (ÉSBA!), projeto contemplado pelo Prêmio de Preservação dos Bens Culturais Populares e Identitários da Bahia Emilia Biancardi 2020. E, em agosto de 2021, finalmente se prepara para lançar, aos 78 anos de idade, seu primeiro álbum individual, Minha Caminhada.